sexta-feira, 15 de abril de 2011

Curiosidade - Estudo mostra ligação entre fumo e câncer de mama após menopausa

Pesquisa foi a primeira a examinar a interação entre fumo, obesidade e risco de câncer de mama em mulheres nessa fase da vida

Existe uma ligação significativa entre o fumo e o risco de câncer de mama na pós-menopausa, mas pesquisadores americanos relatam que tudo isso depende do peso corporal das mulheres.

De acordo com o novo estudo, o risco de câncer de mama foi mais alto que o normal entre as fumantes não obesas, mas esta forte associação não foi evidente nas fumantes obesas.Os pesquisadores analisaram dados de 76.628 mulheres, entre os 50 e os 79 anos de idade, sem histórico de câncer. Todas elas estavam inscritas no estudo Women’s Health Initiative e foram recrutadas entre 1993 e 1998. As participantes foram acompanhadas até 2009.

O estudo deve ser apresentado em Orlando no próximo domingo, durante o encontro anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

Como as descobertas serão apresentadas em um encontro médico, elas devem ser consideradas preliminares até serem publicadas em um periódico especializado.

“Este foi o primeiro estudo a examinar a interação entre o fumo, a obesidade e o risco de câncer de mama. A principal conclusão desta pesquisa é que estudos complementares serão necessários para confirmar os resultados”, disse Luo.

Luo adverte, porém, que as descobertas não devem ser interpretadas erroneamente. Ela enfatizou que pesquisas anteriores já haviam mostrado que a obesidade é um fator de risco para o câncer de mama na pós-menopausa.

“Encontramos uma associação entre o cigarro e o câncer de mama entre as mulheres não obesas, o que é compreensível, devido aos componentes carcinogênicos presentes no tabaco. Entretanto, a mesma associação não foi encontrada entre o risco de câncer entre as mulheres obesas. O resultado foi surpreendente!”, disse Juhua Luo, professora do departamento de medicina comunitária da West Virginia University.

As mulheres que foram fumantes por um período de 10 a 29 anos apresentaram um risco 10% mais alto, aquelas que fumaram de 30 a 49 anos apresentaram um risco 25% mais alto, enquanto que para aquelas que fumaram por 50 anos o mais o risco foi 62% mais alto.

Entretanto, obesas fumantes aparentemente não apresentaram maiores riscos de desenvolver câncer de mama.
As fumantes não obesas com índice de massa corporal (IMC) inferior a 30 apresentaram risco significantemente mais alto de câncer em comparação às não fumantes.


Fonte: IG - saúde da mulher

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Curiosidade: Lombalgia e hérnia de disco atingem 90% das grávidas

Problemas na coluna são comuns nessa fase, mas podem ser contornados

Durante os quatro primeiros meses de gravidez, as mudanças no corpo da gestante ainda são sutis.

Mas é a partir desse momento que a barriga passa a pesar, o tronco se inclina mais e a dor nas costas costuma aparecer e acompanhar 90% das futuras mamães.


O corpo da mulher se prepara para o desenvolvimento adequado da criança e produz um hormônio chamado relaxina, que provoca frouxidão nos ligamentos e músculos de todo o corpo, inclusive das costas.


Mais soltos sob o efeito dessa substância, as estruturas responsáveis pela sustentação da coluna tem de fazer um esforço redobrado para mante-la no lugar. O resultado: dores na região lombar. Outro fator prejudicial e inerente ao período é a mudança no centro de gravidade.

“Com o crescimento do bebê, a curvatura da coluna vai se acentuando e o centro de gravidade é alterado”, afirma Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho, de São Paulo.

A postura causa dor, que aparece primeiro como um incômodo no final do dia, uma sensação de peso na região. Com a evolução dos meses, a dor apresenta-se como pontadas até finalmente instalar-se e virar presença constante no período de descanso da gestante. O uso de saltos
nessa fase também pode piorar o quadro. Sapatos altos costumam arquear a coluna, aumentando o arco com a gravidez.

Mulheres que trabalham muito tempo sentadas também têm mais tendência a apresentar dores nas costas. Ficar na mesma posição pressiona a região lombar, contribuindo para o aparecimento ou intensificando o problema.
A hora de dormir também exige cuidados. A mulher sente dificuldade para se acomodar na cama por conta da barriga e acaba torcendo a coluna. O ideal é colocar um travesseiro entre as pernas, os joelhos devem estar dobrados, e, se houver necessidade, uma pequena almofada próxima ao abdome.


Hérnia de disco
Embora seja incomum o aparecimento de hérnia de disco na gravidez, mulheres que já têm este problema devem se precaver antes mesmo do início da gestação. Entre os preparativos para uma possível gravidez devem estar inclusas sessões de fisioterapia e exercício físico diário.
“O recomendado é que haja o fortalecimento da musculatura das costas para manter o equilíbrio da coluna e não prejudicar ainda mais uma hérnia já existente”, recomenda João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião revisor científico da Spine, importante publicação do setor de Coluna.
A preparação da coluna antes da gestação, aliás, é a recomendação dos especialistas para aquelas que não quiserem sofrer com as lombalgias. Segundo eles, é possível evitar as dores nas costas e passar a gravidez tranquilamente. Para isso, é necessário a inclusão do exercício na rotina diária.
“Pode ser pilates, reeducação postural, alongamento, mas é importante que seja voltado a esse período específico”, recomenda Franco. Nahas reforça. “Os exercícios podem tirar a dor. Mesmo no caso de uma mulher sedentária, as medidas posturais fazem com que os músculos se reeduquem.”

Confira seis dicas para evitar – ou aliviar – as dores nas costas:

• Se estiver com dor, bolsas quentes ajudam a aliviá-la;
• Cuidado ao abaixar para pegar objetos no chão. Dobre os joelhos, agache e só então alcance o objeto. Nada de inclinar a coluna, o peso pode machucá-la;
• Durma confortavelmente, de preferência coloque um travesseiro entre os joelhos dobrados;
• Faça exercícios físicos e alongamentos, fortaleça a musculatura das costas;
• Não fique muito tempo sentada em uma mesma posição, levante-se, faça alongamentos, movimente-se;
• Cuidado com saltos altos, a curvatura da coluna se acentua podendo causar dor.


Fonte: IG - Saúde da Mulher

Curiosidade: Deficiência de hormônio contribui para ausência de menstruação

Pesquisa comprova que níveis baixos de leptina provocam a cessação da menstruação em mulheres com pouca gordura no corpo
A deficiência de leptina contribui para a ausência de menstruação em mulheres com índices extremamente baixos de gordura corporal, mas uma forma sintética do hormônio pode normalizar tanto os ciclos menstruais quanto a fertilidade, é o que mostra um novo estudo americano.

Índices extremamente baixos de gordura corporal podem ocorrer em mulheres frequentemente ativas, como corredoras e dançarinas, e também naquelas que sofrem de distúrbios alimentares. Tais mulheres estão propensas a desenvolver amenorreia hipotalâmica, termo médico que define a ausência de menstruação, que pode levar à infertilidade e a osteoporose.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que mulheres que sofrem deste problema apresentam níveis cronicamente baixos de leptina. O novo estudo, publicado no site da Proceedings of the National Academy of Sciences, é o primeiro a oferecer provas definitivas de que a carência de leptina contribui para a amenorreia.

Participaram do estudo randomizado duplo-cego um total de 20 mulheres, entre os 18 e os 35 anos de idade, todas elas com amenorréia hipotalâmica. Muitas das participantes eram corredoras.


Durante um período de 36 semanas, as mulheres receberam injeções diárias de metreleptina, uma forma sintética de leptina, ou placebo. O tipo de injeção recebido era desconhecido tanto para as participantes quanto para os pesquisadores.
No primeiro mês de tratamento, as mulheres sob uso da metroleptina apresentaram um aumento significativo nos índices de leptina.
“Sete em cada dez mulheres começaram a menstruar, enquanto que quatro em cada sete apresentaram ovulação”, disse o Christos Mantzoros, diretor da unidade de nutrição humana do Beth Israel Deaconess Medical Center e professor de medicina da Escola de Medicina da Harvard, que conduziu o estudo.
“Quando comparadas ao grupo placebo, as mulheres que receberam o tratamento à base de metreleptina também apresentaram melhoras no perfil hormonal e níveis mais altos de indicadores de novas formações ósseas”, ele complementou.

A leptina sintética usada no estudo, parcialmente financiado pelo Instituto Nacional das Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos, foi fornecida pela empresa Amylin Pharmaceuticals.

Fonte: IG - Saúde da mulher

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tratamento simples reduz 45% dos partos prematuros

O Tratamento de gravidez de alto risco com progesterona reduz 45% dos partos prematuros e ajuda e diminuir os riscos de complicações respiratórias nos recém-nascidos, anunciaram nesta semana pesquisadores americanos. O estudo sobre o gel vaginal fabricado pelas indústrias farmacêuticas Columbia Laboratories e Watson Pharmaceuticals aumenta a esperança de descoberta de uma forma simples de evitar partos prematuros em mulheres com encurtamento do canal cervical.
“O estudo que acaba de ser publicado oferece esperança às mulheres, famílias e crianças”, disse Roberto Romero, chefe do departamento de pesquisas de perinatologia do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.
“Mais de 12 milhões de bebês em todo o mundo – 500.000 somente nos Estados Unidos – nascem prematuramente a cada ano, frequentemente acarretando resultados trágicos. Nosso estudo clínico mostra claramente que é possível identificar mulheres em risco e reduzir os casos de parto prematuro quase que pela metade, simplesmente tratando o problema de encurtamento do canal cervical com um hormônio natural – a progesterona”, disse Romero.
Bebês nascidos antes da trigésima terceira semana de gestação apresentam maiores riscos de morte e problemas de desenvolvimento e de saúde ao longo da vida. Nos Estados Unidos, um total de 12,8% dos partos ocorridos em 2008 foi prematuro, aumentando o risco de morte no primeiro ano de vida do bebê, que também pode apresentar dificuldades respiratórias, paralisia cerebral, deficiência de aprendizado, cegueira e surdez.

Gel hormonal

As descobertas, publicadas no periódico Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, serão usadas para servir de apoio no pedido de aprovação nos Estados Unidos do gel hormonal Prochieve, fabricado pelas duas empresas, que deve ocorrer no segundo trimestre deste ano. No estudo, pesquisadores da instituição de saúde americana e de 44 centros médicos em todo o mundo analisaram os efeitos do tratamento à base de progesterona em mulheres com encurtamento do canal cervical, parte do útero onde ocorrem as contrações durante o trabalho de parto.
Pesquisadores suspeitam que as mulheres que sofrem deste problema talvez tenham uma deficiência do hormônio, que administrado em forma de gel durante a gravidez pode ajudar a prolongar a gestação. A equipe de pesquisa analisou 458 mulheres com encurtamento do canal cervical. Divididas em dois grupos, elas receberam o gel vaginal à base de progesterona ou um gel placebo entre a décima nona e vigésima terceira semana de gestação. Apenas 8,9% das mulheres que receberam o gel deram à luz antes da trigésima terceira semana de gestação, em comparação aos 16,1% das mulheres no grupo placebo. O tratamento também foi benéfico aos bebês. Apenas 3% dos bebês de mulheres tratadas com progesterona apresentaram síndrome da angústia respiratória, em comparação aos 7,6% do grupo placebo.
“Há muito tempo já sabemos que o encurtamento do canal cervical está relacionado a um risco maior de parto prematuro”, disse Ashley Roman, do Langone Medical Center, que não participou do estudo. Segundo Roman, estudos já haviam mostrado que a progesterona pode reduzir o risco de parto prematuro em mulheres com encurtamento cervical. Ela considera o novo estudo importante por mostrar que o tratamento também reduz os riscos de problemas respiratórios nos recém-nascidos. “Além de uma redução nos casos de partos prematuros, observamos também uma diminuição de problemas de saúde relacionados à prematuridade”, ela declarou.
Fonte: IG - saúde da mulher

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nova técnica para obter células-troncos induzidas é criada nos EUA

Método consegue gerar mais células do que o convencional.
Novidade foi divulgada na revista científica "Cell Stem Cell".



Cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia desvendaram uma nova maneira de criar células-tronco induzidas à pluripotência (iPSC, na sigla em inglês) – técnica que transforma células adultas do corpo, normalmente extraídas da pele, em estruturas capazes de gerar todo tipo de tecido humano.
A novidade, descrita na revista científica "Cell Stem Cell", está no uso de microRNAs – pequenos pedaços de material genético – no lugar da estratégia convencional na qual 4 genes são modificados para retornar a célula a um estágio parecido com o de células embrionárias.

Células-tronco induzidas à pluripotência geradas a partir de células da pele de ratos com marcadores fluorescentes. (Foto: Edward Morrisey / Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia)


Os testes foram feitos em células da pele de ratos. Células-tronco induzidas são produzidas normalmente a partir de células adultas – desde que não sejam reprodutivas como, por exemplo, espermatozoides. O material mais comum são fibroblastos, encontrados na pele de mamíferos.

Antes da invenção da nova técnica, para cada 100 mil células adultas “reprogramadas”, os cientistas conseguiam apenas 20 células-tronco induzidas. Já pelo método com microRNAs, o número de células obtidas sobe para 10 mil (10% do total).

A esperança que envolve os estudos com células-tronco induzidas está no fato delas dispensarem o uso de material embrionário. Mas para poderem servir para uso terapêutico em humanos na reconstrução de tecidos e até órgãos, é preciso que um número grande de células seja obtido.

As células criadas em laboratório podem dar origem a quase todo tipo de células de ratos, incluindo espermatozoides, óvulos e células germinativas.


Fonte: G1.globo.com

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ciclo de Palestras Reproferty 2011

Inscreva-se já através do email inscricao@reproferty.com.br com o titulo da mensagem referente a palestra escolhida: reprodução humana ou sexualidade confira abaixo um pouco mais sobre elas, você também pode se inscrever pelo telefone 12 39415199 ou pessoalmente na recepção da clínica:
(Obs: Inscrição por email, por favor enviar nome completo e telefone de contato)



Dia 27/04 - Palestra Dr Fernando Macedo
Temas:
- Abordagem do Casal,  Psicologica e Laboratorial
- Novas Tecnicas de Reprodução Humana 


Dia 04/05 - Palestra Psicologa Maria de Lourdes


Palestras Gratuítas ! Faça já sua inscrição

Conselho Federal de Medicina libera reprodução assistida para casais homossexuais

O Conselho Federal de Medicina anunciou novas regras para a reprodução assistida no Brasil. Mais casais terão acesso à técnica e os especialistas terão que seguir normas mais rígidas.

A funcionária pública Núbia Cavalcante tem que se multiplicar para atender aos trigêmeos, um trabalho que ela adora. Antes, foram três tentativas frustradas e muito desgaste.
“Não é simples. Tem um preço e um preço emocional muito grande”, contou ela.

Com a evolução da medicina, cada vez mais casais com problema de fertilidade recorrem às técnicas de reprodução assistida. Por isso, o Conselho Federal de Medicina atualizou as regras, que já tinham 18 anos.

Na reprodução assistida, o óvulo da mulher é coletado e fertilizado pelo espermatozóide, em laboratório. Os embriões gerados são, então, transferidos, para o útero da mulher. A partir de agora, os médicos poderão implantar, no máximo, quatro embriões.

Segundo o Conselho, é um cuidado para evitar uma gestação com muitos bebês, que pode provocar riscos para a mãe e para os filhos. O número de embriões tem que levar em conta a idade da mulher. Quanto mais jovem, menos embriões são necessários porque a taxa de sucesso da gravidez é maior.

Por isso, para as mulheres de até 35 anos, poderão ser implantados até dois embriões. Entre 36 e 39 anos, três embriões. De 40 anos em diante, quatro embriões.

Casais gays

Outra novidade, até hoje, o Conselho Federal de Medicina determinava que apenas casais heterossexuais podiam recorrer à reprodução assistida. O Conselho mudou a norma e agora casais homossexuais e pessoas solteiras que querem ter filhos também podem recorrer a esse procedimento.

As novas regras determinam ainda que não pode haver seleção de embriões para escolher o sexo ou outras características do bebê. Embriões, óvulos e espermatozóides congelados poderão ser usados mesmo depois da morte do doador, desde que haja autorização em cartório.

As medidas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho. “Quem não segue, a própria lei dos conselhos determina uma punição que vai da advertência até a cassação, dependendo da gravidade da conduta do médico”, explicou o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto d'Avila.
Na clínica do especialista José Gonçalves Franco Júnior quatro mil bebês nasceram pelo método de reprodução assistida.

“De uma forma geral, essas medidas, as novas medidas trouxeram certa amplitude da aplicação das técnicas de reprodução assistida no Brasil”, diz Franco.

É mais segurança para ajudar a realizar o sonho de muitas famílias. “Era meu maior sonho ter um filho, apertar meu filho no colo e, de repente, eu tive três. Foi muito legal!”, afirmou Núbia.

Fonte: G1.globo.com