quarta-feira, 2 de março de 2011

Estresse não impede que o tratamento de Reprodução Assistida funcione

Mulheres submetidas a terapias de Reprodução Assistida podem ficar tranquilas: o sofrimento emocional causado pela infertilidade ou por outros eventos da vida não impede que o tratamento funcione, de acordo com uma nova pesquisa.

A infertilidade afeta mais de 15% da população em idade reprodutiva e metade destas pessoas procuram ajuda médica na esperança de se tornarem pais.
Muitas mulheres inférteis acreditam que o estresse e as tensões são o motivo de não ficarem grávidas naturalmente ou da falta de sucesso nos tratamentos em Reprodução Assistida. Esta visão é amplamente baseada no famoso mito do “não pense sobre isso e você vai engravidar”.
Entretanto, muitos médicos são céticos de que o estresse afete a fertilidade devido à falta de evidências científicas sobre isso.



Pesquisadores do Cardiff Fertility Studies Research Group publicaram esta semana um estudo no British Medical Journal, no qual investigaram ligações entre o sucesso do tratamento de fertilidade e o estresse, através da realização de uma revisão em larga escala (metanálise) de pesquisas relacionadas.
Quatorze estudos com 3.583 mulheres submetidas ao ciclo de tratamento de fertilidade foram incluídas nesta revisão. Antes do tratamento, as mulheres foram avaliadas sobre a ocorrência de ansiedade e estresse. Os pesquisadores então compararam os dados obtidos com os de mulheres que conseguiram engravidar e com os daquelas que não conseguiram. Os resultados mostraram que o sofrimento emocional não está associado ao fato da mulher ficar ou não grávida e, portanto, não compromete suas chances de sucesso do tratamento.
Fonte: Science Daily - www.sciencedaily.com

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